Halloween III – A Noite das Bruxas (1982)

Criada no final da década de setenta pelo mestre John Carpenter, Halloween é sem dúvidas uma das maiores marcos do gênero do horror. Com o grande sucesso dos filmes, o assassino Michael Myers rapidamente se tornou a marca registrada da franquia. Entretanto isso não impediu os roteiristas que tentassem algo completamente novo, dessa forma em 1982 surgiu Halloween III – A Noite das Bruxas, que apesar de ter Halloween no nome nada tem haver com os dois filmes anteriores.

Mesmo sendo oficialmente canônico da franquia, esse terceiro episódio não traz nenhum dos personagens dos filmes anteriores, fato esse que gerou um sentimento de rejeição por parte dos fãs, transformando-a numa obra esquecida, odiada e muito criticada.

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O filme é ambientado no norte da Califórnia durante a última semana de outubro, ou seja, próximo do Halloween. Daniel Challis (Tom Atkins) é um médico divorciado que enfrenta problemas com o alcoolismo e relacionamentos com sua família. Durante um plantão noturno no hospital, ele testemunha a chegada do velho Harry Grimbridge (Al Berry), que após relevar coisas completamente sem sentidos é assassinado no leito por um misterioso sujeito que se suicida logo em seguida.

Intrigado com este acontecimento bizarro, Challis recebe a visita da filha de Harry, Ellie (Stacey Nelkin), que juntos partem para uma investigação em busca da verdade. Challis e Ellie chegam à pequena cidade de colonização irlandesa Santa Mira, local controlado pelo poderoso Conal Cochran (Dan O´Herlihy), o dono de uma fábrica de máscaras, a Silver Shamrock.

A Silver Shamrock oferece máscaras de todos os tipos!

A Silver Shamrock oferece máscaras de todos os tipos!

Após uma perigosa investigação, Challis e Ellie se vêem obrigados a lutar por suas vidas numa sinistra trama, onde Cochran planeja utilizar um ritual de sacrifício envolvendo forças sobrenaturais de uma pedra roubada do santuário de Stonehenge. Ao implantar nas máscaras das crianças um pequeno dispositivo com uma amostra da pedra mística ele pertende disseminar o terror em um sangrento infanticídio na noite do Dia das Bruxas.

Halloween III tem uma premissa interessante, com elementos de terror, magia negra, androides assassinos e até mesmo a figura caricata do vilão a lá cientista maluco. As cenas de mortes são bem executadas com direito a olhos esmagados, cabeças decepadas, rostos desfigurados, crânios perfurados e uma dose de outras cenas de violência gratuita.

Apesar do filme não contar com a icônica música do assassino Michael Myers composta pelo próprio John Carpenter, o filme conta com uma tirinha sonora marcante, especialmente a música tema da propaganda das máscaras, que aparece tantas vezes ao longo do filme que acabamos gravando sua melodia na mente “Happy, Happy Halloween, Silver Shamrock”.

“Happy, Happy Halloween, Silver Shamrock”

Considero Halloween – A Noite das Bruxas um filme injustiçado que não merecia toda essa desaprovação do público, pois apresenta uma história atrativa e interessante. Certamente o maior erro foi a utilização indevida do nome da famosa franquia, numa clara e oportunista atitude de marketing visando apenas, o lucro que seria obtido. Talvez se o filme recebesse um nome diferente desvinculado da série de Michael Myers seu destino poderia ser diferente, encontrando uma aceitação maior e um espaço garantido entre vários outros bons filmes produzidos no mesmo período.

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Nota: 3/5

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