Halloween IV – O Retorno de Michael Myers (1988)

Apesar de possuir uma premissa interessante, Halloween III – A Noite das Bruxas (1982), não agradou nem um pouco os fãs da franquia, pois a figura de Michael Myers foi completamente abandonada na tentativa de levar a série para um novo caminho. Foi então que em uma época que os filmes de terror começaram a demonstrar sua decadência, o produtor executivo Moustapha Akkad decidiu trazer de volta os “elementos” responsáveis pelo sucesso dos dois primeiros filmes. Dessa forma foi somente em 1988 que psicopata mascarado Michael Myers fez o seu retorno às grandes telas do cinema em Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers.

No enredo do filme, dez anos haviam se passaram desde as matanças do Halloween de 1978. Michael e Dr. Loomis sobreviveram explosão do hospital do segundo filme, entretanto Myers levou a pior permanecendo em estado catatônico em um sanatório desde então. A história começa na noite de 30 de outubro de 1988, quando o paciente Michael Myers está prestes a ser transferido para uma nova instituição mental. Ao longo do trajeto para o novo hospital, dois paramédicos que estavam na ambulância conversam a respeito da “lenda” do Michael Myers, durante essa breve conversa ficamos sabendo que Laurie havia morrido, porém antes disso ela teria deixado uma filha, Jamie Lloyd (Danielle Harris).

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Mesmo em estado catatônico há quase dez anos, Michael ouve que agora ele tem uma sobrinha, só essa informação já foi o suficiente para ele despertar de seu sono profundo. O psicopata então mata todos que estavam na ambulância e sai em busca da garota para matá-la. Naquela mesma noite, não muito longe dali, Jamie tem pesadelo com seu tio psicopata.

Cena do pesadelo da Jamie com seu tio psicopata.

Ao amanhecer somos reapresentados ao Dr. Loomis (coberto de cicatrizes devido à explosão do segundo filme) que foi chamado para investigar o acidente envolvendo a ambulância. Ciente de que o seu velho paciente está de volta, sem pensar duas vezes, o doutor parte rumo à Haddonfield para impedir que um novo massacre aconteça.

Já em Haddonfield a pequena Jamie de oito anos vive na casa dos seus pais adotivos, os Corrunthers, a qual possui fortes laços com sua irmã mais velha Rachel. Apesar de ser uma garota feliz, Jamie é constantemente adormentada pelos seus colegas de escola por causa do seu passado, pois todos sabem quem foi seu tio e sua mãe. Na tarde de 31 de outubro Rachel leva Jamie até uma loja da cidade para que a mesma pudesse escolher sua fantasia. Curiosamente Jamie opta por uma fantasia de palhaço, muito semelhante a que Michael usou na noite em que matou sua irmã, inclusive nesta mesma cena temos o primeiro encontro de Michael com Jamie.

Quando a noite cai Michael começa a fazer suas vítimas pela cidade enquanto Dr. Loomis e o xerife local perseguem o maníaco tentando impedir que o pior aconteça. Com o desenrolar da trama, o xerife declara toque de recolher na cidade onde todos os habitantes deveriam voltar para suas casas, porém isso não impede que alguns moradores façam um motim para caçar o assassino com suas próprias mãos.

Apesar de tudo, o melhor ainda estava por vir. Os últimos minutos da película estão carregados de tensão e de uma situação inusitada dando a entender que a franquia iria seguir um novo caminho a partir dali. A cena tem um clima pesado e teria deixado uma brecha para uma possível parte cinco. Então podemos dizer que o filme não possui um final propriamente dito, isso porque não sabemos se Michael realmente morreu e não sabemos o que aconteceu com Loomis. Essas dúvidas seriam possivelmente respondidas em Halloween 5 – A Vingança de Michael Myers.

Seria Jamie a próxima assassina da série?

Alguns detalhes que chamaram a minha atenção e que sem duvidas acrescentaram muito a mitologia do personagem é a explicação do “status” de imortalidade do Michael. Segundo o próprio Loomis depois de ter matado a própria irmã (Judith), Michael transformou-se no mal encarnado. O garotinho com roupa de palhaço não existe mais. Por trás daquela máscara não há um homem atormentado por um crime, mas sim uma entidade sobrenatural demoníaca que, tal qual o conceito de mal, não pode ser vencida ou extirpada de vez do mundo.

As atuações do elenco são incríveis, principalmente a de Danielle Harris que surpreende no papel, mas preciso destacar a volta do ilustre Samuel Loomis (interpretado pelo brilhante Donald Pleasence) que apesar de ter uma participação menor neste filme o personagem não perde a carga dramática estabelecida anteriormente.

O Retorno de Michael Myers pode não ser um reboot da série, porém ele funciona perfeitamente como um. A película conseguiu resgatar os momentos clássicos da franquia, trazendo tudo de bom que os dois primeiros filmes tinham a oferecer. Nesta sequencia Myers está mais frio e cruel do que nunca, isso porque ao invés de perseguir um grupo de adolescentes retardados o objetivo do psicopata é assassinar uma garotinha de oito anos.

A nova máscara do Michael é bem diferente da original.

A trilha sonora clássica também está de volta, porém ligeiramente diferente, mas sem perder a essência assustadora que me causava calafrios toda vez ele ela era tocada. Um detalhe que não atrapalha o desenvolvimento do filme, porém causou certo desconforto foi a “nova” máscara adotada pelo vilão, ela está bem diferente dos filmes anteriores, agora com tons esbranquiçados deixando de lado o tom acinzentado da máscara original.

Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers não é um filme perfeito, entretanto é uma excelente continuação que faz jus ao legado construído por John Carpenter.

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Nota: 4/5

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