Halloween – Ressurreição (2002)

No final da década de noventa, “Halloween – Vinte anos Depois (1998)” estava estourando nas bilheterias então, obviamente não iria demorar muito para um sequencia ser lançada. Foi então que em 2002 “Halloween – Ressurreição” chegou, trazendo uma trama ridícula, recheada de clichês e cenas vergonhosas. Inicialmente essa sequencia se chamaria Halloween – The Homecoming, mas posteriormente foi alterado pelos produtores para simplesmente Resurrection, alegando que este último teria um impacto maior, intensificando a ideia de que Michael continua vivo.

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Da mesma forma do que aconteceu com o roteiro de H20, somente os dois primeiros filmes, além do próprio H20 foram considerados na cronologia, descartando completamente os demais filmes da série. Devido a esse fato a fanbase dividiu toda a saga em duas linhas do tempo diferentes, não entendeu? Então recomendo que leia nosso artigo onde explicamos a respeito das diferentes linhas do tempo dentro do universo de Halloween.

Talvez uma das (e únicas) cenas memoráveis do filme.

Se você assistiu “Vinte anos Depois” ou leu meu último artigo sabe que durante o clímax final da película Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) finalmente consegue colocar fim na vida do seu irmão serial killer, certo? Errado! O que Laurie não sabia (muito menos nós telespectadores) era que o homem que ela matou não era seu irmão, mais sim um dos paramédicos que estava na cena do crime. Então porque o paramédico tentou atacar Laurie? Ninguém sabe… Porque o paramédico não tentou falar? Michael havia esmagado a laringe do homem… Dessa forma com uma série de furos no roteiro a trama segue em frente.

Três anos depois dos acontecimentos do ultimo filme, na véspera do Halloween de 2002 somos reapresentados a uma Laurie Strode completamente diferente de tudo aquilo que nós já havíamos conhecido. Devido a todos os acontecimentos traumáticos do seu passado, Laurie estava internada em um hospital psiquiátrico onde aparenta ter entrado em estado catatônico. Interessante notar nesta cena a boneca na qual Laurie usa para guardar os comprimidos é a mesma vista no quarto dela no primeiro filme que inclusive é ninguém menos do que uma replica da Annabelle original.

Replica da Annabelle original, a mesma que aprece no quarto da personagem no filme original.

Então como já era de se esperar mais cedo o mais tarde Michael reaparece para tentar matar Laurie. Sendo assim na madrugada daquela noite Michael invade o hospital, mata os seguranças e parte para cima de sua irmã. Laurie que não é boba revida o ataque, nocauteia Michael e faz com que ele a siga até o terraço do prédio. No terraço, Laurie elabora uma armadilha no qual ela consegue prender o irmão de cabeça para baixo no parapeito do prédio. Com Michael pendurado Laurie decide colocar um fim na perseguição que já durava mais de duas décadas, porém antes de prosseguir ela precisa ter certeza que aquele homem realmente é Michael Myers (até porque né! Aquele poderia ser outro paramédico tentado mata-la), dessa forma ela tenta tirar a máscara do nosso assassino. Entretanto neste pequeno momento de descuido Myers agarra Laurie e a puxa junto com ele colocando ambos pendurados no parapeito. Michael pega sua grande faca de açougueiro e grava no abdome da irmã. Laurie geme de dor, beija a máscara do irmão e se joga prédio abaixo rumo a morte.

Com Laurie morta voltamos nossas atenções para Haddonfield, cidade natal do nosso amado psicopata. Passamos a acompanhar um grupo de jovens estudantes os quais são selecionados para participar do reality show Dangertainment (A Casa do Pânico na dublagem). Reality esse que consiste em seis jovens que durante o Halloween deveram passar uma noite na antiga casa dos Myers. Com as câmeras ligadas prontas para uma transmissão pela internet, o grupo passa a conhecer em detalhes a antiga moradia do assassino. Só o que ninguém contava que o verdadeiro Michael estava na casa pronto para matar qualquer um que ousasse cruzar o seu caminho.

O pior elenco de um filme de terror que eu já vi.

Um, por um, Michael vai matando os jovens até que restem somente Sarah e Freddy. No final do filme a antiga casa dos Myers acaba em chamas…

Quase que da mesma forma do que seu antecessor, o filme seguiu um ritmo acelerando envolvendo um clima que mistura suspense e comédia…? Intencionalmente ou não Ressurreição consegue transmitir uma sensação claustrofóbica ao ambientar a maior parte das suas sequencias de perseguições dentro da antiga casa dos Myers, ainda mais quando o filme nos mostra através do ponto de vista das câmeras usadas pelos personagens.

Quando falamos do elenco, o filme falha, vergonhosamente. A execução dos personagens é extremamente porca e superficial, nenhum deles é interessante o suficiente para sustentar a película. Falando em atores ruins, o que foi aquela atuação do rapper Busta Rhymes? Só tenho uma palavra para definir… VERGONHOSA. A morte da personagem de Jamie Lee Curtis nos primeiros quinze minutos de filme também não ajudou na boa recepção da produção, até porque matar a estrela da franquia de uma maneira tão desonrosa certamente despertou a fúria de muitos fãs mais hardcores.

Nem mesmo a música característica da franquia conseguiu salvar o filme durante os momentos de tensão, a execução do tema parecia tão fora de sintonia com o que estava acontecendo na cena que dificilmente conseguiu transmitir alguma sensação. Destaco a máscara do nosso assassino que apesar de ser melhor do que a apresentada nas partes 4 e 5 ela ainda não conseguiu replicar a essência da máscara original, dessa vez parece que o Michael  está usado lápis de olho.

Não parece que ele esta usando lápis de olho?

Um fato curioso sobre a minha relação com a franquia, Ressurreição foi o primeiro filme da saga do Michael Myers que eu assisti quando criança e para ser honesto eu AMEI. Naquela época pouco me importava a historia e muito menos o desenvolvimento dos personagens, na real o que realmente me interessava eram as cenas de violência e nudez.

Mas mesmo depois de adulto e reconhecer que existem mais pontos negativos do que positivos envolvidos na produção, Ressurreição continua a ser um filme “especial” dentro da franquia para mim.

Halloween – Ressurreição infelizmente é um filme que nem mesmo Michael Myers merecia, é o último da saga original, considerado por muitos fãs como pior da franquia, e infelizmente não faz jus ao legado criado por John Carpenter.

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Nota: 1/5

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